navega sob a tempestade
contra a correnteza do rio negro
o medo me indagou
nada de importante
teria sido tolo?
crei que não
sob aquela força era mais certo
passar pelo frio sem baixar a cabeça
sentindo tão cruel que é a natureza na polis
porém, era mais um cão raivso procurando descanso.
passei pelas barcas negras dos confins e todas me miraram
aqueles olhos raivosos e crueis
mas miraram com respeito
pois nenhuma sentiu meu cheiro, nem meus vícios
nem meus temores.
lobo ancião
tem mais faro que os cães da barca
e mais coragem que os flagelados das margens do rio.
agora, a chuva lá fora parecia um estalar de ossos
cidade carnaval, cheia de alegorias de concreto e metal
de nada mais valem seus avisos e alertas
estou em casa, agradeço por estar afastado da selvageria humana
tiro minha roupa de comandante, astuto pirata dos rios
os ultimos momentos antes de desmanchar, belo morfeu
forte centauro, maldito narciso..
desmancha e pensa, pensa e vê, vê e lembra, lembra e sonha
e lá também vê barcas negras, e preve um inferno ainda maior
vê os chacais das barcas farejando os impuros
pobre grande mago
caçado pela inquisição
domingo, 26 de julho de 2009
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