terça-feira, 29 de dezembro de 2009

jovem asas

voa voa passarinho

tão cedo foge do ninho

vai cantar pelo bosque

a canção de libertino

voa voa passarinho

pelo bosque vai sozinho

zombar de toda regra

que impõe em seu caminho

domingo, 6 de dezembro de 2009

hipocrisia

isso é babaquisse
isso pe baboseira
quero explodir de ouvir tanta asneira
num cochichar maldito de eterna besteira
que me farta o coração, tal repugnação
apodrece meus ouvidos, e dilacera a massa cinza
maldito cochichar de velha ranzinza
que mesmo a decapitar
maldita! continua a falar
entro em loucura e minha orelha a sangrar
jorra de raiva de naum deixar de escutar
parva nescia não quer calar
maldita mulher a mancar
prefere meus miolos estourar
não vou aguentar
pa!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

profunda meia noite

profunda meia noite vou
aqui pela cidade
fantasmas perambulam pela rua da vaidade
profunda meia noite vou
no silêncio da cidade
os sonhos estão bem perto de virar realidade
andar ao luar
os risos mortais se ouvem sem calar
suavemente pintada calada a lua a brilhar, a brilhar
profunda meia noite girl
o que você me diz?
andar pela cidade sob imperatriz
profunda meia noite vou
mergulhar pra encontrar
o sonho que se alcança
depois de se afogar

homens aos pedaços

pedaços de carne
trabalham como máquinas
somente mais pedaços
divididos em modelos
queimar como uma pira
sonho de purificação
como mariposas na vela
mais pedaços, mais pedaços
vai chegando, chegando
a grande hora!
ó mulher
só tem sexo a me oferecer?
teu sexo não me sacia!
ó homens
tão pequenos sáo vocês!
e cresce em teus seios
a grande esperança
de serem grandes homens
ó homem anão
cresça por sua fúria
de ser homem pequeno
de sua esperança
nasce um pé de desespero
a sua falsa potência
te arrasta pra traz!
teme a dor?
teme acabar em pó e ira?
burn alive!
mulher
teme não ser amada?
teme não ser comida?
teu coração a devora
como um parasita
quer ser carregada?
mas pedes pra ser arrastada
a cada passo pra frente
é um passo pra traz!
mas é chegada a hora
grande hora!
homens aos pedaços
teus retalhos servirão bem!
para a contrução
grande construção
do grande homem
e será a glória de vocês
a glória do grande homem!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

gênio

chove e o vento fresco
entra porta adentro
será que fui rude?
chove mais forte agora
o incenso está no fim
meu quarto está de pernas pro ar!
fiquei mole? há gênioso!
a chuve pinga forte e...
me aplaude -"tome rédias"
diz ela.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

o ardil da raposa

raposinha onde vai tão sozinha?

entra floresta adentro

entra noite adentro

quer provar a astúcia de ser?

raposinha, raposinha

atrevez ir onde o leão não ousaria?

louva caminhar a noite e se esconder do dia?

raposinha, raposinha

astuta é tua beleza

sua ruivez é fogo de sabedoria

como brilha em teu reino de noite!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

o pirata e o mar

teu beijo é um mergulho
raso, leve, profundo
me afogo em teu carinho
e o tempo passa manso
vejo em teu rosto
teus olhos como estrelas
navego em teu corpo
incerto como em tormenta
capitão que ama o mar
e mesmo em tormenta
não sinto medo
pois seus olhos como estrelas
brilham a me guiar

sábado, 19 de setembro de 2009

pequenas metarmofoses II

estava no bar
cheio de éter
aproveitando a noite brilhosa e eufórica
a rua estava cheia
todos em nostalgia de uma sexta
falando alto e bebendo
me aparece um homem
montado a cavalo
belo cavalo
chamei o cavalo para perto
ele veio
passei a mão na pelagem
porem
muitas faces
pobre animal assustado
havia se perdido e começava a se desesperar
então...
puxei-o pela rédia
e guiei até a direção certa
e ele seguiu

domingo, 23 de agosto de 2009

uma vez do seu lado

não existe mais nada
que lhe faça efeito
não quero me perder
em seus pesadelos
a noite cai
a lua ilumina a maré
você me abraça forte
e o vento me diz o que sou
não quero ir embora
pois nunca mais vou te ver
mas não posso deixar de lado
o que eu tenho que fazer

sábado, 15 de agosto de 2009

pequenas metarmofoses I

hoje
sai de manhã pra pegar o jornal
então,
vi uma barata, daquelas bem crocantes
ia logo me livrar dela
mas fiquei com nojo de sujar o pacote do jornal
tomei meu café, li o que me interessava
comecei a arrumar a casa (homem também faz faxina)
ao sair pra lavar a garagem
me deparo com a mesma figura
alguma coisa naquele bixo me chamou a atenção
parei e fui mais perto para observar
era uma bela barata (não que eu goste de baratas)
tinha detalhes em marrom e cor de mel nas asas
era uma casca grossa como uma armadura
logo me afastei e peguei a vassoura para dar fim na vida dela
então...
quando levantei para acerta-la em cheio
alguma coisa aconteceu
senti o medo dela
medo da morte
e por ser um inseto tão elegante
(apesar de ser uma barata)
conversei como que por telepatia com ela
senti que ela realmente sabia o que acontecia
quando era vista por um humano
então, a varri pra pá de lixo
e a joguei no jardim

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Adeus a Rosa

se se foi
por quê voltou?
será que não
ja se cansou?
de me queimar
no fogo do amor
de me trazer
prazer e dor

não quero mais
o seu amor
não quero mais
o seu calor

prefiro a solidão
que os seus espinhos
a me ferir
vou viver
longe de ti

quinta-feira, 30 de julho de 2009

descanço

não sinto nada

nem dor nem amor

estou inerte e ivunerável

o silencio consome meu tempo

traço meus caminhos ilusórios

chego a realidades utópicas

me destruo, me perco

mexo a cabeça e me preparo

o tempo para, apaguei?

cabelos barba e unhas crescem

minhas cicatrizes são marcas do passado

minha mente está em chamas

estou perdido?

mas não é o fim

só uma pausa

ainda não

enquanto tiver vontade

descançar para alimentar as vontades

descançar com meus sonhos

pois depois que acordar

estarei pronto para lutar

só estarei começando

pois tudo é repetição

outro round, como estarei dessa vez?

meu início é o declínio humano

lutar e acordar mais forte

tudo perde o valor

os valores foram deturpados

'para evolução'

o homem velho e a morte

o jardim está vazio
as flores caem
a 'pequena criança' brinca
a raposa está no mato
ela sente o cheio inocente
a chuva escorre pela rua
as flores caem na calçada
o homem* beija a sua mulher e sai de casa
o assassino* o espera' do outro lado'
está tudo calmo e frio
o disco chega ao fim
o homem* velho bebe um drink
a morte* vira a esquina e entra no bar
pede um cigarro ao velho*
ascende sedutora
e diz ao velho homem*
eu te eu te desprezo
ela ve o dono do bar
e o beija
ainda chove na rua
o homem* vai para casa
olha a foto de sua 'filha'
e continua andando pelo corredor
passa pela sala e vê a tv ligada
senta na poltrona e ve um cigarro no cinzeiro
ele fecha os olhos e não os abre mais
o assassino* compriu seu destino
foi um presente da morte*.

domingo, 26 de julho de 2009

pêndulo

navega sob a tempestade
contra a correnteza do rio negro
o medo me indagou
nada de importante
teria sido tolo?
crei que não
sob aquela força era mais certo
passar pelo frio sem baixar a cabeça
sentindo tão cruel que é a natureza na polis
porém, era mais um cão raivso procurando descanso.
passei pelas barcas negras dos confins e todas me miraram
aqueles olhos raivosos e crueis
mas miraram com respeito
pois nenhuma sentiu meu cheiro, nem meus vícios
nem meus temores.
lobo ancião
tem mais faro que os cães da barca
e mais coragem que os flagelados das margens do rio.
agora, a chuva lá fora parecia um estalar de ossos
cidade carnaval, cheia de alegorias de concreto e metal
de nada mais valem seus avisos e alertas
estou em casa, agradeço por estar afastado da selvageria humana
tiro minha roupa de comandante, astuto pirata dos rios
os ultimos momentos antes de desmanchar, belo morfeu
forte centauro, maldito narciso..
desmancha e pensa, pensa e vê, vê e lembra, lembra e sonha
e lá também vê barcas negras, e preve um inferno ainda maior
vê os chacais das barcas farejando os impuros
pobre grande mago
caçado pela inquisição

caminho do forte

caminha de pés descalços
seus pés não alertam frio nem dor
ele não tem mais esperança
logo também não sente medo
a esperança é o vicio da impotência
ele está preparado, para tudo
os pés cortados pelas pedras do caminho
sacrificados pelo desconhecido
suas pernas firmes, ele não fraqueja
seu corpo é puro musculo
revestido de cicatrizes
caminha com orgulho
é glória ter ido tão longe
fecha os olhos e olha para si
o caminho o transformou numa escultura viva
os fracos desistem ou morrem
ele se tornou forte

fim da aurora

o cigarro ainda brilha
os punhos abertos, estagnados
o vento desliza sobre a terra
a boca beija a morte
a fumaça desce gentil aos pulmões
o fogo brilha ao pequeno tempo
que se escorre
estou só, com meus pensamentos
dominante e dominado
a aurora ja passou, o dia começou
e agora.....
não existe premio de consolação
muito menos consolo
o dia passa frio e enebriado
sim, amanha é mais um dia
estou em pé, pronto
não existe tempo de cicatrização
os punhos ainda doem, lutar e lutar
nunca é tarde, porém
nunca é cedo
o sangue pinga e beija a terra
ela agradece sem paizão
meus joelhos doem, mas não falho
não tenho tempo para falhas
nem para fraquezas
sinto dor nos cotovelos
parecem que vão se desgrudar deixando meus braços ao leo
lembro de ser forte, manter o equilíbrio
caminhar na estrada do tempo
sei que um dia vai acabar