andando no meu caminho
olho as folhas no chão, olho as bituras de cigarro
ser feliz é muito simples
na palavra
palávras são fáceis
palavras são corrompíveis
olho a minha direita, olho a minha esquerda
palavras são contradição
se as palavras fizessem parte da realidade
ja estariam definhadas
palavras são anestésicos da vida
artifícios para suporta-la
palavras estão aí para ludibriar
as mentes necessitadas
como qualquer narcótico que usamos
olhamos para o mundo
com essas doses de anestésicos na cabeça
doses de esperança, de paz, doses de felicidade
tudo ilusão para alimentar a barriga
palavras são os piores narcóticos
mesmo vendo o mundo desabar
ficam todos iludidos, anestesiados
com a narcoesperança, a narcofelicidade
a narcopaz, como qualquer dependente
se não fosse as narcopalavras
veríamos a necessidade de mudar o mundo já
mas ficamos nos drogando esperando o mundo desabar
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
máquina de sonhar
A TV é a criação mais importante do século XX
(como isso caralho?!)
é a criação que a humanidade mais necessita
(como isso caralho?!)
para todos que tem necessidade de sonhar
mas já não conseguem dormir, para quem necessita de doses extras de sonhos
para quem quer sonhar, mas não quer endoidar sozinho
para quem precisa distrair a sua desgraça
a TV foi criada no momento crucial da humanidade
onde ela necessita de sonhar mas não consegue dormir
por não suportar o peso do seu existir
(como isso caralho?!)
é a criação que a humanidade mais necessita
(como isso caralho?!)
para todos que tem necessidade de sonhar
mas já não conseguem dormir, para quem necessita de doses extras de sonhos
para quem quer sonhar, mas não quer endoidar sozinho
para quem precisa distrair a sua desgraça
a TV foi criada no momento crucial da humanidade
onde ela necessita de sonhar mas não consegue dormir
por não suportar o peso do seu existir
make your pray
faça sua prece para o dia amanhecer
continuo lutando pra poder me levantar
enquanto pernilongos botam ovos no meu chá
sou muito inocente pra entender teu sofrimento
mas eu sempre tenho sede de movimento
tenho sede de ver o tempo passar
e não expecifíco só a vida, mas a vida, morte, nascimento
caminho sem papel e sem caneta
tenho sede de observar
e aqueles versos tão lindos passaram com o vento
ja não tenho mãos para tanto pensamento
as idéias geniais vou encontrando no caminho
se consegue pouca coisa matutando sozinho
e disso vem tudo em versos
que mania estúpida!
como se as coisas quisessem ser rimadas e polidas
o que é importante quer ser cantado e arranjado com trombetas
e não no caderno refém da caneta
o que é puro não quer ser maculado com versos e com cantos
mas só ser observado sem encantos
o que é natural nunca quis ser extraordinário
mas o homem sempre quer o sol anti-horário
mostre o seu brilho quando o sol nascer
faça sua prece para o dia amanhececer
continuo lutando pra poder me levantar
enquanto pernilongos botam ovos no meu chá
sou muito inocente pra entender teu sofrimento
mas eu sempre tenho sede de movimento
tenho sede de ver o tempo passar
e não expecifíco só a vida, mas a vida, morte, nascimento
caminho sem papel e sem caneta
tenho sede de observar
e aqueles versos tão lindos passaram com o vento
ja não tenho mãos para tanto pensamento
as idéias geniais vou encontrando no caminho
se consegue pouca coisa matutando sozinho
e disso vem tudo em versos
que mania estúpida!
como se as coisas quisessem ser rimadas e polidas
o que é importante quer ser cantado e arranjado com trombetas
e não no caderno refém da caneta
o que é puro não quer ser maculado com versos e com cantos
mas só ser observado sem encantos
o que é natural nunca quis ser extraordinário
mas o homem sempre quer o sol anti-horário
mostre o seu brilho quando o sol nascer
faça sua prece para o dia amanhececer
sede
sede de liberdade
é querer respirar mais ar que o pulmão suportar
é ter sede de ser livre não são das coisas
mas também do seu corpo
é querer ser livre não só dos outros
mas também de si mesmo
sede de liberdade é ter sede de se conhecer
para ser livre de suas máscaras
é querer respirar mais ar que o pulmão suportar
é ter sede de ser livre não são das coisas
mas também do seu corpo
é querer ser livre não só dos outros
mas também de si mesmo
sede de liberdade é ter sede de se conhecer
para ser livre de suas máscaras
um índio
um índio desce do alto astral
e desce entre a selva, na civilização animal
brilhante em seus raios nas nuvens de um céu colossal
esclarecendo o mundo, demonstrando como ser racional
consciênte equidistante entre os mundos
na entrada do portal
em megatons de cores mostrando a natureza real
e desce entre a selva, na civilização animal
brilhante em seus raios nas nuvens de um céu colossal
esclarecendo o mundo, demonstrando como ser racional
consciênte equidistante entre os mundos
na entrada do portal
em megatons de cores mostrando a natureza real
celebrar
indios na fogueira dançam a noite inteira
na cerimonia ritual no seu ciclo sem final
buscando receber o que a terra tem pra dar
buscando o poder de queimar e de curar
sob o fogo vem dançar
aranhas nas paredes as portas fechadas
do que era verde não sobrou nada
só armas de fogo e cordões de ouro
um velho violão o som do acordeon
luzes no escuro sob o céu profundo
venha vamos ver o dia amanhecer
sob o fogo vem dançar
uma força cosmica penetra em você
toda a vez em que você desliga a tv
pequenos seres vivos morrem sem parar
uma vela acesa uma velha a rezar
sob o fogo vem dançar
na cerimonia ritual no seu ciclo sem final
buscando receber o que a terra tem pra dar
buscando o poder de queimar e de curar
sob o fogo vem dançar
aranhas nas paredes as portas fechadas
do que era verde não sobrou nada
só armas de fogo e cordões de ouro
um velho violão o som do acordeon
luzes no escuro sob o céu profundo
venha vamos ver o dia amanhecer
sob o fogo vem dançar
uma força cosmica penetra em você
toda a vez em que você desliga a tv
pequenos seres vivos morrem sem parar
uma vela acesa uma velha a rezar
sob o fogo vem dançar
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