domingo, 26 de julho de 2009

fim da aurora

o cigarro ainda brilha
os punhos abertos, estagnados
o vento desliza sobre a terra
a boca beija a morte
a fumaça desce gentil aos pulmões
o fogo brilha ao pequeno tempo
que se escorre
estou só, com meus pensamentos
dominante e dominado
a aurora ja passou, o dia começou
e agora.....
não existe premio de consolação
muito menos consolo
o dia passa frio e enebriado
sim, amanha é mais um dia
estou em pé, pronto
não existe tempo de cicatrização
os punhos ainda doem, lutar e lutar
nunca é tarde, porém
nunca é cedo
o sangue pinga e beija a terra
ela agradece sem paizão
meus joelhos doem, mas não falho
não tenho tempo para falhas
nem para fraquezas
sinto dor nos cotovelos
parecem que vão se desgrudar deixando meus braços ao leo
lembro de ser forte, manter o equilíbrio
caminhar na estrada do tempo
sei que um dia vai acabar

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